• Página inicial
  • Cursos
  • Notícias
  • Quem somos
  • Serviços
  • Eventos
  • Artigos
  • Produtos
  • Blog
  • Contato
  • Dr. Empreendedor
  • Produtos

    Livros
    Conheça nossos produtos. Clique e saiba mais.
  • Cursos

    Cursos
    Conheça nossos cursos. Clique e saiba mais.
  • Notícias

  • 30/08/2010 09h25

    Paladar e Olfato: sentidos que se completam

    Nada é mais marcante do que um cheiro.

    Os odores explodem suavemente em nossa memória, como minas escondidas sob a massa de muitos anos e de diversificadas experiências. Basta percebermos um aroma para as lembranças aflorarem e as emoções serem despertadas.

    O olfato é uma máquina do tempo poderosa que, aguçando a nossa memória, nos transporta ao passado. Quem já não sentiu um dia um cheiro salutar de pão assando no forno, lembrando a cozinha da vovó? Quem já não viu despertar, a partir de um perfume, a lembrança do primeiro namorado? Quem não tem uma recordação, a partir do cheiro de canela?

    A respiração é formada por pares, inspiração e expiração. Ao nascer, inspiramos pela primeira vez; ao morrer, expiramos pela última. No intervalo entre uma e outra, ao longo de toda a vida, cada respiração faz com que o ar passe pelos órgãos do olfato. Ao respirar, percebemos os aromas. Os cheiros envolvem-nos, giram ao nosso redor, entram em nossos corpos, emanam de nós. Vivemos em constante banho de odores. Tudo o que cheira se desmancha no ar, desprendendo moléculas, já que os aromas são voláteis.

    Mais do que as imagens ou os sons os cheiros nos colocam em contato direto com o mundo. O que o olfato capta são moléculas odoríficas, que flutuam livremente pelo ar e chegam até a câmara olfativa situada na parte mais alta do nariz, atrás da região entre as duas sobrancelhas; entram em contato com os receptores do epitélio olfativo, conduzindo as informações ao cérebro para o sistema límbico, que é a área dos sentimentos, das memórias, das reações aprendidas arquivadas e das emoções.

    Quando as mensagens aromáticas atingem o sistema límbico, são processadas instantânea e instintivamente. É por isso que os aromas têm grande efeito: agindo nos centros cerebrais, provocam reações que podem ser emocionais ou físicas. De uma forma sutil, afetam os sentimentos, relaxando ou revigorando, excitando ou ajudando a afastar o stresse.

    O olfato humano é capaz de identificar mais de 4.000 cheiros diferentes. É um índice menor do que o da maioria dos animais, mas, para o nosso cotidiano, dá e sobra. Alguns animais sobejam nessa área: não é à toa que se recrutam cachorros para trabalho que requer olfato apurado. É que o cão tem nada menos do que 70 milhões de células olfativas, enquanto os seres humanos possuem 5 milhões.

    Ao contrário dos bichos, podemos sobreviver sem o olfato. No entanto, não devemos menosprezá-lo. Ele nos sinaliza perigos. Pelo cheiro de queimado, ele dá o sinal de alerta quando algo está pegando fogo. Ajuda a nos manter longe dos venenos e dos alimentos estragados. Perfuma a vida e... até define o paladar!

    Uma prova de que o paladar depende do olfato surge quando se está resfriado ou gripado. É comum, durante uma gripe, não se sentir o gosto da comida. Tudo fica sem sabor e até o apetite vai embora. Todavia, não há nada de errado com a língua. É que, com o nariz entupido, as moléculas odoríficas simplesmente não conseguem encontrar os receptores do olfato. A pessoa sente falta, na verdade, é do cheiro da comida.

    A vida perderia muito da sua graça se não fosse o paladar. Chupar uma laranja ou um limão daria tudo na mesma. Repolho ou jiló com chocolate? Por que não, se tudo tem o mesmo gosto? O que torna a vida saborosa é exatamente a combinação de sensores, dos quais apenas alguns estão situados na língua.Daí o crescimento da importância do olfato em conjunto com o paladar.


    Nariz e língua uma boa parceria

    Dentro da boca, nada tem muito gosto – os alimentos são apenas doces, salgados, azedos ou amargos, de acordo com a análise da língua. Mas o cérebro reúne essas informações gustativas com as impressões do nariz e cria uma imensa gama de sabores. Eis o paladar.

    O sabor de tudo o que se come é o resultado de uma parceria entre nariz e língua. Quando se mastiga uma maçã, parte das moléculas da fruta cai direto nas papilas especializadas em reconhecer o sabor doce. A outra parte – moléculas odoríficas voláteis, viaja por trás do nariz até os receptores do olfato. O cérebro junta todas essas informações e tem como resultado: o paladar.

    As moléculas do alimento precisam ser diluídas em algum líquido. Com a boca seca, nada tem gosto. Para garantir o sabor, a saliva entra em ação assim que se sente o cheiro agradável do alimento. É a chamada água na boca. No fundo, o organismo pede, via olfato e paladar, para a pessoa comer.

    São os movimentos da língua - para cima e para baixo, e de um lado a outro- que esparramam por toda a sua superfície o alimento diluído em saliva, a fim de decifrar os ingredientes. O segredo desse trabalho de análise é entrar em contato íntimo com o alimento, para isso, a língua conta com ligeiras elevações batizadas de papilas, há dois séculos atrás, por dois cientistas alemães, Georg Meissner e Rudolf Wagner.

    No fundo da língua, encontra-se um tipo de papila que reconhece o gosto amargo. E funciona, mesmo, como um mecanismo de defesa, pois o sabor amargo está associado aos venenos e essas papilas avisam para o reflexo de cuspir o alimento antes que ele seja deglutido.

    Nos bordos laterais da língua estão as papilas que captam o sabor azedo. Os sabores doce e salgado são percebidos pelas papilas que ficam na ponta e na borda da língua, as chamadas papilas fungiformes, que dão à língua o toque aveludado.

    Interessante é que, na parte superior da língua, as papilas são as únicas que não captam gosto nenhum. Elas são responsáveis apenas pela sensação de tato e de temperatura. São elas que dizem que um sorvete é frio e úmido ou que um bolo é fofo. Essas papilas formam um tapete sensorial que forra a língua inteira.

    Um fato curioso é a esterognosia, propriedade que tem a língua, de nos fornecer um dado interessante: se a pessoa estiver de olhos fechados e alguém colocar em sua boca uma bala, a pessoa é capaz de identificar se a bala é quadrada, redonda, furada, estreita ou larga.

    Como conseguiu identificar o tipo da forma? Claro, através da esterognosia, que é a capacidade que tem a língua de envolver o objeto. Em seguida, só é necessária a função do informante: a deformação sofrida pela língua para envolver a bala é informada ao cérebro, que interpreta a forma do objeto.

    Referência
    Profª. Drª. Maria Cristina Ferreira de Camargo – Odontopediatra
  • Ver mais notícias
Av. Paulista, 2494 cj14, São Paulo-SP - CEP: 01310-300
Telefone: 55 11 3151 3700 / 3129 8919 - tomaz@tomazmkt.com.br - Atendimento das 9h às 18h.